Terceirizados da Transpetro entram em greve e Sintraconst-Rio intensifica mobilização
É oficial. O Sintraconst-Rio informou formalmente a Justiça do Trabalho sobre a greve dos trabalhadores terceirizados da Transpetro, contratados pela empresa C3 Engenharia (LV Castro Eng). A prestadora de serviços atua no Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara (TABG), onde centenas de empregados vêm sofrendo com o desrespeito sistemático a seus direitos.
A greve começou oficialmente no dia 8 de junho, marcada por uma forte mobilização do Sindicato e de centenas de trabalhadores em frente às instalações do terminal.
A categoria exige o cumprimento imediato da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do setor construtivo terceirizado da Transpetro e da Petrobras no município do Rio de Janeiro. Embora a convenção esteja plenamente em vigor e devidamente registrado no Ministério do Trabalho, a C3 Engenharia se nega a cumprir as cláusulas acordadas.
“Esgotamos todas as tentativas de diálogo e reuniões. Sem alternativa diante da intransigência da empresa, os trabalhadores decidiram pela greve em assembleia realizada na porta do terminal”, afirma o presidente do Sintraconst-Rio, Carlos Antonio.
Uma audiência deve ser agendada nos próximos dias na Justiça do Trabalho. Enquanto isso, a indignação toma conta.
“Está tudo firmado e assinado. Mesmo assim, a empresa rasga os nossos direitos e ignora a lei”, desabafa um dos trabalhadores mobilizados.
A pressão do Sindicato será constante. As manifestações vão seguir.
O Sintraconst-Rio já fez, inclusive, manifestações na sede da Transpetro, no Centro do Rio. A manifestação buscou pagamento para trabalhadores de uma outra empresa terceirizada, que foram deixados sem rescisão e salários.

